AdegaMãe Terroir para celebrar aniversário 

Fotografia: Ricardo Garrido

A celebração do oitavo aniversário da Adega Mãe coincidiu com a apresentação dos novos AdegaMãe Terroir Tinto 2015 e AdegaMãe Terroir Branco 2016, os vinhos topo de gama da casa, que nascem unicamente em anos considerados especiais. Sucedem-se às edições lançadas em 2013 (tinto e branco) e 2014 (branco).


Com uma edição de apenas 3.274 garrafas do tinto e 1.761 garrafas de branco, todas numeradas – representativo da exclusividade e distinção – os novos AdegaMãe Terroir chegam ao mercado pela conjugação das condições perfeitas, entre a evolução na vinha e na adega. “Procuramos, claro, a melhor expressão das castas e das parcelas que se destacam ao longo dos anos, mas, no final, selecionamos, barrica a barrica, os vinhos que, pela sua complexidade e potencial, nos surpreendem claramente. Por isso, nestes vinhos, mais do que referir lotes ou castas, faz mais sentido falar na melhor expressão que o terroir nos proporciona. É assim que chegamos a este número tão exclusivo de garrafas”, explica o enólogo Diogo Lopes.


O AdegaMãe Terroir Tinto 2015 nasce daquela que foi, em termos globais, a melhor vindima de tintos realizada na AdegaMãe. “Na sequência de um ano de maturações muito equilibradas, proporcionando uvas de grande qualidade, tivemos como resultado um vinho de grande elegância, a provar que, no terroir de Lisboa, também nascem tintos surpreendentes”, afirma Diogo Lopes. O novo AdegaMãe Terroir Branco 2016 resulta de uma seleção de barricas com vinhos de identidade 100% nacional, que se destacaram pela complexidade, integrando a frescura, mineralidade e salinidade tão característicos do terroir AdegaMãe. “É um vinho muito original e, em linha com edições anteriores, acreditamos que entra no lote dos grandes brancos de Portugal”, afirma Diogo Lopes.


O AdegaMãe Terroir Branco 2016 integra Viosinho, Alvarinho e Arinto, submetido a fermentação em barricas de 400 litros de carvalho francês, estágio 12 meses com bâtonnage e posterior repouso afinação em garrafa por adicionais 26 meses. É um vinho branco de enorme carácter, profundo, em claro registo “Velho Mundo”, cuja complexidade baseia-se na integração e maturidade. Se buscam expressão atlântica, conseguiram-na com este vinho. Profundo, de frescura acentuada, não faltam identitárias sugestões salinas e de maresia, que sugere evoluir muito bem em cave.


O AdegaMãe Terroir Tinto 2015 provém de vinhas de ligeira encosta assentes em solos argilo-calcário, em Alenquer. Resulta de um lote de Touriga Nacional e Petit Verdot, com 18 meses de estágio em barrica de carvalho francês novas, afinado por mais 26 meses em garrafa. As duas castas ainda vociferam pelo protagonismo, daí que resulta num nariz expressivo, que alterna entre a fruta azul e preta maduras, e as sugestões a violeta. A barrica está perfeita, mas em segundo plano. É concentrado, do nariz à boca, mas airoso, nada pesado. Taninos robustos típicos das duas variedades que, apesar de sob controlo enológico e do estágio, estão ainda assim um pouco nítidos. Pedir algum tempo adicional de integração ou um prato estruturado a condizer. Mas há mais vinhos e grandes novidades a conhecer nesta AdegaMãe.

 

TEXTO Alexandre Lalas, Manuel Moreira e Nuno Guedes Vaz Pires